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Quais são os riscos na operação que seu escritório contábil está sujeito e de quem é a responsabilidade?

Quantas vezes, na intenção de ajudar o cliente, o seu escritório contábil se colocou numa zona de risco num fechamento de balanço ou cálculo de IR? E se o cliente cair numa malha fina, de quem será a responsabilidade de revisar todos os cálculos e pagar eventuais multas? Vamos falar de gestão de riscos?

O que é gestão de riscos

Gestão ou gerenciamento de risco corporativo é o processo de planejamento, organização, liderança e controle das atividades de uma organização a fim de minimizar os efeitos do risco sobre o capital próprio de uma organização e seus ganhos. Gerenciamento de riscos corporativos expande o processo para incluir não apenas os riscos associados a perdas acidentais, mas também financeiros, estratégicos, operacionais e outros riscos.

O gerenciamento de riscos corporativos possibilista aos administradores de escritórios contábeis, insumos para tratar com eficácia as incertezas, bem como os riscos e as oportunidades a elas associadas, tudo para melhorar a capacidade de gerar valor às partes envolvidas.

A seguir, veja os principais benefícios que um processo de gestão de riscos oferece:

  • Identificação de gargalos e riscos preventivamente;
  • Fortalecimento das decisões em resposta aos riscos;
  • Redução de surpresas e e prejuízos operacionais ou de imagem;
  • Melhor aproveitamento de oportunidades;
  • Otimização do capital.

3 passos para implantar a gestão de riscos no seu escritório contábil

A seguir, veja os três principais passos que você precisa dar para iniciar um processo de gestão de riscos em sua empresa contábil:

1 – Mapeie os riscos
Todos os negócios precisam mapear seus pontos fortes e fracos. Para isso, é necessário um certo distanciamento, um certo desprendimento. É preciso ser realista para não superestimar demais o que fortalece ou subestimar as vulnerabilidades.

Uma maneira prática de fazer o mapeamento dos riscos é definir os processos críticos, aqueles que demandam mais cuidado ou atividades de colaboradores mais experientes e especializados. Se algo sair errado nestes processos, quais são os riscos que o seu escritório corre? Multas, sansões governamentais, processos, litígios, quebras de contrato… Procure responder com sinceridade quais são os riscos reais!

2 – Faça a priorização dos riscos
Se você identificou poucos riscos, tudo bem. Agora, se há muitos riscos, como lidar com todos eles ao mesmo tempo? Simplesmente, não é possível; você não pode parar sua operação para regularizar tudo do dia para a noite. É preciso, então, mais uma prova de desprendimento: a priorização.

Analise a probabilidade de impacto de cada risco mapeado e jogue para o topo da lista aqueles que impactam mais o seu negócio. Ela pode ser mensurável (perdas financeiras, por exemplo) ou intangível (danos à reputação, desconfiança do cliente, perda de liderança interna etc.).

3 – Trabalhe para a mitigação dos riscos
Depois de reconhecer e priorizar os riscos, é hora de arregaçar as mangas e trabalhar para diminuí-los ao máximo. É a hora de juntar a equipe e criar soluções eficientes para que cada um dos riscos se tornem mínimos.

Inicie pelas ações de ganho rápido (sempre pelos riscos prioritários), aquelas que demandam baixo esforço e grandes benefícios. Vá nesta sequência: ganho rápido e prazos curtos, médios e longos.

É preciso ter em mente que a gestão de riscos é um processo dinâmico e contínuo. Ela é fundamental para a boa governança do seu escritório contábil. Por isso é importante que os profissionais envolvidos no seu negócio estejam sempre atentos e tenham autonomia e competência para diagnosticar, priorizar, monitorar e gerir os riscos, sempre atentos às mudanças do ambiente interno (novos colaboradores, novas soluções tecnológicas etc.) e externo (mudanças na legislação, acordos contratuais com clientes etc.) para não serem surpreendidos por riscos desconhecidos e/ou não controlados.

Seu escritório contábil já conta com um plano de gestão de riscos? Deixe seu comentário!

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